Lógica de um raciocínio degradante
Como viver num país onde os fracos não têm vez?
É como ver a noite não acabar tomado pelo vazio da escuridão e do coração, sentindo frio e fome, na esperança de uma melhora.
Uma utopia, um engano, uma fantasia criada por nós mesmos enquanto vemos um cachorro se coçar. Revirando latas de lixo secas à procura de ossos roídos por todos nós enquanto vemos televisão no domingo a tarde sem ter pra onde ir, com medo de sair e não voltar. Ficamos reverenciando ricos esnobes que passeiam em seus carros de luxo e jogam água quando passam, sem se preocupar com os mendigos nas calçadas que dormiam sem lençol.
Coitada da mãe que sonhou com um mundo verde onde seus filhos pudessem crescer e brincar em segurança sorrindo para os pássaros de outrora. Olham o mundo e vêem o caos. Sentem angústia e dor ao saberem que suas crianças foram encontradas em latas de lixo, mortas. Como um boneco, elas já não brincam mais. Soltavam pipas quando confundidas com algum marginal ou com um filho de um policial.
Onde está a lei?
Onde está a esperança?
Morreu como a mulher do ex-presidente ou mesmo como a raposa atropelada na estrada pelo último pai de família honesto que voltava pra casa após uma viagem a trabalho e recebia a notícia que seu chefe o havia demitido pra colocar um estagiário em seu lugar. É, um estagiário sobrinho da mulher do dono da empresa.
Faliu. Era aquela próspera empresa que recebia gratificações do governo e repassava aos seus governantes, estes, mortos numa rebelião civil na tentativa de uma melhoria de vida. Ou não!
Adeus mães sonhadoras, pais esforçados, cachorros famintos e todos os demais participantes desse nosso teatro chamado Brasil.
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2 comentários:
Caraleo, Fábinho, podecrê viu? :~
Oxatinho virou poetaaaaaaaa....rsrsrsrs..mais é uam grande verdade mesmo...bj
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